O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, reuniu-se com o general da reserva Nauman Mahmood, primeiro secretário-geral da Aliança de Defesa de Meca, para debater planos de cooperação militar e estratégica. De acordo com o jornal Dawn e a emissora estatal Radio Pakistan, o tratado foi firmado em agosto com a participação do Paquistão, da Arábia Saudita e da Turquia, estabelecendo que qualquer ofensiva armada contra uma das nações signatárias será interpretada como uma agressão a todos os membros.

A reunião ocorreu em um momento de grave agravamento militar na região. Autoridades sauditas relataram interceptações de mísseis lançados pelo grupo iemenita houthi sobre a capital Riad, causando ferimentos em quatro pessoas por estilhaços, além de explosões reportadas perto da sede da petrolífera estatal Saudi Aramco após ataques aéreos sauditas contra estruturas de combustíveis no Iêmen. Em resposta ao cenário de risco para instalações de energia, o premiê paquistanês reiterou apoio irrestrito à proteção da integridade territorial e da soberania da Arábia Saudita.

Segundo informações das autoridades de defesa citadas pela imprensa paquistanesa, o pacto tripartite possui caráter de dissuasão e atuação defensiva, embora as nações já tenham aprovado medidas para prontidão e envio rápido de contingentes operacionais. O governo do Paquistão declarou que cumprirá suas obrigações diplomáticas e militares previstas no tratado caso o confronto regional continue a se intensificar.

Fonte: Dawn (Paquistão) · 14/10/2026