Conforme noticiado pelo portal Axios, o presidente norte-americano anunciou um acordo com a Rússia para elevar o envio de diesel e conter a escassez global provocada por ataques a refinarias russas e conflitos envolvendo o Irã. Para viabilizar as exportações, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos concedeu isenções a sanções econômicas, buscando conter os preços do combustível no mercado interno, que se mantêm acima de seis dólares por galão às vésperas das eleições parlamentares.

A iniciativa causou forte repercussão em Washington e enfrenta resistência bipartidária. Um grupo de sete senadores declarou que a decisão viola a legislação aprovada em 2022 que proíbe a importação de petróleo e derivados russos, enquanto congressistas articulam votações para tentar barrar as aquisições. Além disso, analistas citados pelo Axios apontam que, apesar de uma leve queda recente nos contratos futuros de diesel, há incerteza sobre a capacidade real da Rússia de entregar os volumes prometidos e aliviar o déficit global de abastecimento.

No cenário geopolítico, o entendimento também abriu atritos entre aliados. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, criticou a negociação entre a Casa Branca e Moscou, afirmando que os bombardeios russos contra instalações de infraestrutura persistem, mesmo diante dos apelos do governo norte-americano para reduzir os ataques à malha energética.

Fonte: Axios · 13/10/2026