Segundo publicação do portal Axios, um acordo recente firmado entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, provocou divergências internas entre parlamentares republicanos semanas antes das eleições legislativas nos Estados Unidos. A negociação prevê o fornecimento de diesel russo para os mercados norte-americano e global, buscando atenuar o custo de vida decorrente da alta dos combustíveis, cujo preço médio atingiu 6,28 dólares por galão, registrando um aumento de 71% em relação ao ano anterior. Paralelamente, o líder norte-americano atribuiu a carestia dos combustíveis à Ucrânia e sugeriu a troca do presidente Volodymyr Zelensky.

A movimentação gerou fortes reações no Congresso, conforme relata o Axios. Diversos deputados e senadores republicanos criticaram a aproximação com Moscou por contradizer a recente legislação de sanções contra a Rússia, havendo inclusive iniciativas para tentar barrar formalmente as compras de petróleo russo por via parlamentar e questionamentos sobre o cumprimento dos ritos legais exigidos para dispensar sanções. Além do embate político, especialistas do setor energético manifestaram dúvidas de que o arranjo realmente traga o alívio de preços prometido pela presidência aos consumidores.

A Casa Branca sustentou que o objetivo central da administração é conter a inflação de despesas essenciais para a população americana e rejeitou as críticas. O episódio coloca candidatos republicanos diante do impasse de respaldar a reversão na política em relação à Rússia, distanciar-se da postura presidencial ou evitar o tema diante do eleitorado.

Fonte: Axios · 12/10/2026