Segundo informações publicadas pelo Axios, a inflação nos Estados Unidos voltou a ganhar força em setembro, complicando as perspectivas de alívio no orçamento familiar e na política monetária. O Índice de Preços ao Consumidor avançou 0,6% no comparativo mensal, ante 0,4% registrado em agosto, fazendo a taxa acumulada em doze meses subir de 3,4% para 3,7%. O salto de 9% nos preços da gasolina foi responsável por mais da metade dessa variação mensal.
Além dos combustíveis, as pressões atingiram outros segmentos de serviços e bens essenciais. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% pelo segundo mês consecutivo, acumulando 2,6% em base anual e uma taxa anualizada de 3,4% nos últimos três meses. Custos de moradia subiram 0,4%, veículos usados tiveram alta de 0,7% e tarifas aéreas cresceram 1,2%, refletindo o encarecimento dos custos operacionais e a persistência inflacionária na economia americana.
Os novos dados mexeram diretamente com o mercado financeiro e com as projeções para as decisões do Federal Reserve. De acordo com o CME FedWatch citado pelo veículo, a probabilidade atribuída por operadores a um aumento de 0,25 ponto percentual na reunião de política monetária de outubro saltou de 22,1% para 47%. No mesmo sentido, o rendimento dos títulos de dois anos do Tesouro norte-americano teve elevação imediata de aproximadamente 12 pontos-base após a divulgação dos índices.
Fonte: Axios · 14/10/2026
